sábado, 15 de setembro de 2007

Por Portugal...

Da mesma forma que no ultimo mundial de futebol e no ultimo europeu, nos juntávamos em grupos de amigos, para ver o jogo, desfazer uns caracóis e acompanhar com umas imperiais, aproveitamos o sábado, a hora de almoço, o bom tempo e a vontade de estarmos juntos, para vermos o jogo de Portugal, no Mundial de Rugby, contra a famosa Nova Zelandia.
Ao todo e no inicio éramos 8, mas no final contei umas 19 pessoas a torcer e aplaudir Portugal.
Cá em Lisboa, são poucos os sítios que sabem fazer uma francesinha, como deve ser, valha-nos o Simão, que sabe sempre destas coisas e descobre sempre os sítios mais impecáveis, ou não tivesse ele trabalhado numa revista da especialidade.
Mas falemos do jogo. Portugal, a equipa "sensação" do mundial, entrou em campo com o espírito dos miúdos que vão jogar com os grandes e têm nesse jogo a possibilidade de tocar e estar perto dos ídolos que normalmente só conseguem ver na televisão ou nas folhas dos jornais ou revistas da especialidade.
E se a emoção de ver os grandalhudos Portugueses, agarrados às camisolas e com emoção a cantarem o hino foi grande, a expectativa de ver os "guerreiros" a neozelandeses a mostrarem a famosa ‘haka’ era também um dos atractivos do jogo.
Portugal perdeu, como esperado por uma diferença enorme, um verdadeiro abismo 108 : 13!!!
Parece muito, parece um verdadeiro massacre, mas não foi assim. Portugal jogou bem, deu luta, obrigou a super equipa da nova zelandia a jogar o seu rugby e a aplicar-se para conseguir fazer o seu jogo. Portugal, tentou, demonstrou ser uma equipa inferior, a nível técnico e a nível físico, mas mostrou que é uma verdadeira equipa, bem liderada e bem estruturada e que dentro das limitações é uma excelente equipa a fazer um bom mundial.
Eu que até nem ligava muito ao rugby e sempre vi como mais um desporto de betos, dos meninos da linha, que por terem os dedos e mãos demasiado grandes, não serviam para o ténis ou para o golfe e que passavam para o rugby por não conseguírem singrar nos outros desportos.... fiquei rendido.
Agora mais a sério, apesar de no futebol termos scolaris e o seu famoso : mata mata, se tivessesmos a entrega e a capacidade de sacrifício dos jogadores do rugby... tínhamos sido campeões da Europa e não teríamos saido do ultimo mundial sem trazer uma medalha.
Até as meninas das mesas ao lado, que aproveitaram a manha de sábado para apanharem um restinhos de sol, se aproximaram de nós e o efeito de Portugal foi tão forte, que logo temos uma saída em grupo, um jantar seguído de um copo no bairro alto, por Portugal, combinado com as miúdas que se juntaram a nós para ver o jogo...

domingo, 9 de setembro de 2007

Cada vez percebo menos desta merd@...

Durante todo o fim de semana, aliás durante os últimos tempos, não se tem falado de outra coisa : Madeleine McCann.
Principalmente este fim de semana, a coisa foi terrivelmente explorada.
É uma vergonha o que se está a passar. A policia parece saber menos que os jornalistas e os jornalistas, há muito que se nota que não sabem nada. No meio disto tudo, quem parece saber alguma coisa, são os cães!!!
Não tenho formação em detective ou investigador, mas parece-me que houve falhas no levantamento dos dados e na recolha de amostras, logo nos primeiros momentos e depois disso tem sido uma bola de neve.
A policia Portuguesa, não foi capaz de descobrir os vestígios no apartamentos alugado pelos pais da miúda, libertaram o apartamento e inclusive a casa chegou a estar alugada a outras pessoas por uns dias, depois lembraram-se que não tinham cães pisteiros, mas que Inglaterra podia emprestar, mandaram vir e de pronto os cães deram um rumo ao caso : descobriram o odor a cadáver na casa, no peluche, no carro, na praia... e pronto vai dai, os pais passam a culpados e toda as acções desenvolvidas para divulgar o desaparecimento da filha, passam a ser "um circo" para desviar atenções...
Os jornalistas que já nao sabem que mais dizer, convocam ex-investigadores da PJ (ex, porquês? sairam? foram despedidos?) para virem para os telejornais falarem do que não sabem. Ao ponto de haver disputa de opiniões, qual mercado futebolístico em hora de fecho de inscrições e o mesmo "saco roto" fala as 21 na rtp e as 22 já está na sic e depois mais tarde aparece na sic noticias...
Pior, enquanto os pais da criança desaparecida são ouvidos na PJ, jornalistas e gentinha que não tem mais que fazer, acampa à porta da sede e chega ao ponto de insultar as pessoas, a quem ainda ha menos de uma semana, pediam para tocar nas mãos e mandar bjinhos e gritavam força...
Dando seguimento à sua vida, a família britânica, regressa a casa, com a devida autorização das autoridades, recolhe à companhia dos amigos e da familia, depois dos acontecimentos da ultima semana, em que passaram a ser vistos como culpados... pelo menos, quase já julgados como tal, por alguns orgãos de comunicação e jornalistas. E, porque não ha outras misérias no pais, como os assaltos, a casa pia ou a derrota de Portugal ontem, hoje os jornalistas abrem os telejornais, com imagens do aeroporto, da saída, da chegada, da viagem de carro, etc, etc... numa clara perseguição a uma família, que ate então sempre se mostrou cooperativa e atenciosa com a comunicação social, que mesmo depois de pedir algum respeito e liberdade, ate porque há ainda duas crianças envolvidas, os jornalistas, feitos mercenários sanguinários, tocam a viajar atrás dos McCann , montando guarda à porta de casa de familiares e amigos. Isso é que ser jornalista? Isso é que é serviço publico?
Poupem-me e poupem as outras pessoas que pagam os impostos e fazem os devidos descontos, com os quais andam à mama, a fazer este tipo de serviço ao qual ninguém pode chamar de publico e muito menos de jornalismo.
E se em vez de seguírem tanto assim este caso, porque não deixam a policia trabalhar? E porque é que a policia não aceita as criticas e sugestões das outras policias estrangeiras?
Sinceramente, começa a ser de mais, também tenho curiosidade em saber o que se passou e se de facto a familia está involvida (tenho mts duvidas, mas...) então que seja julgada, num julgamento justo e no local proprio e não em praça publica por jornalistas que não pretendem mais do que conseguir uns minutinhos a mais em frente das câmaras ou pelas dezenas de pessoas que não tendo vida própria, acampam em frente das casas e sede da PJ, à espera de poderem apupar e insultar duas pessoas, que por tudo o que já viveram nos últimos meses, certamente terão poucas razões para sorrir e de quem as pessoas se parecem esquecer, que lhes desapareceu uma filha...
Ha tantos problemas, há assaltos cada vez mais brutais, há situações cada vez mais violentas em locai de lazer, há ainda os casos que se arrastam há anos, alguém sabe dizer como está o processo casa pia? Alguém ta preso ainda? E o apito dourado? Como é que está?
Srs. Jornalistas, façam um bom serviço, porque é para isso que lhes pagam.
Sr.s Policias, façam o mesmo ou correm o sério risco de serem despedidos e substituídos por cães, porque bastaram 2 cães e dos rafeiros, para descobrirem coisas que mais ninguém descobriu... e sinceramente se é baseado em "odores" descobertos e identificados por cães que estes duas pessoas passaram a "culpados", se conseguírem ensinar cães a fazer relatórios e a escrever no Word... um destes dias, temos certamente menos advogados, menos policias, menos juizes... pode ser ai a solução para as demoras dos processos judiciais, tão em moda no nosso Pais.
E não venham com desculpas, que cá em Portugal, não há verbas para treinar cães a identificar odores a cadáver, experimentem passear com os rafeiros, no metro de Lisboa em dias de calor como os que tivemos esta semana, mesmo que o façam às 8 da manha, vão conseguir obter muitas amostras grátis de odores tão "bons" ou melhores que os de verdadeiros cadáveres... vão por mim, sou um gajo simples, mas ando de transportes, sei do que falo...

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Vontades...

Tive que ficar até mais tarde cá no escritório, o mediador da Império, ficou de cá vir e nada... ao telefone de manhã, disse que tinha vontade de ver o escritório novo e falar com as pessoas que agora estão à frente e mais uma série de merdas que nem ouvi direito, de tanta graxa que o gajo mandava...
Vontade de...
eu dizia-lhe qual era a minha vontade ai dizia, mas pronto, 1º semana depois das férias, com os patrões ainda de fora, cabe-me a mim ser o "testa de ferro" cá do capoeiro.
Mas esta coisa até vai ter vantagens, pois a minha hora de almoço é sagrada e assim, evitei a conversa da treta dos campinos cá do escritório. Vou esperara que o gajo venha o mais tarde possivel, depois engato a hora de almoço na do lanche e vai ser limpinho, apareço cá, à horinha de pegar no casaco, desligar o computador e dizer "até amanha camaradas" :-)
Mas tem piada esta coisa das vontades... ai tem tem...

terça-feira, 4 de setembro de 2007

De volta à rotina...

Depois de duas semanas de férias, às quais me habituei à boa vida, sem relógio e sem telemóvel da empresa, de acordar quando queria e de me deitar quando já não podia mais... estou de volta ao escritório, ao monte de papelada e processos por finalizar e aos almoços com as "marias" do escritório e dos serviços da zona.
Hoje ao almoço contei pelo menos uns 10 desgraçados, com cara de frete. Revi-me naqueles gajos, as marcas do bronzeado a esbater-se, o olhar de carneiro meio morto ao olhar a salada russa ou para o empadão de frango e bufarem ao mesmo tempo, já cansados da companhia dos colegas de mesa e de escritório.
A hora de almoço, serviu como a de ontem, para ouvir as historias da pesca e do auto caravanismo de um deles, das doenças da sogra que estragaram as férias a outro e das mil e uma noite de festa e de engate que algumas das frígidas mentirosas, que trabalham por cá foram inventando.
Hoje ate me soube mal o almoço, enquanto fazia contas de cabeça, às contas pendentes e as prestações que vencem em breve, lembrei-me que tenho que levar o carro à inspecção e que o problema na suspensão que detectaram o ano passado ainda não foi resolvido...
Enquanto o Jardim, falava das férias em família, na aldeia p/ lados do douro, ainda me fui rindo, ao imaginar o pobre Jardim, com os cunhados, os filhos, os filhos dos cunhados e a baleia da mulher (ele não tem culpa, mas ela pesa quase 100 kg!!!) todos juntos numa casa da aldeia, de um quarto e uma sala... deve ter sido giro, deve. Frio não devem ter passado...
Mas assim que um dos gajos da agência de viagens começou a falar do México e do furacão que lhe estragou a comissão de Agosto e depois das miúdas finalistas que "papou" há uns anos, porque não tinham como pagar os quartos.... ai tive vontade de lhe abrir a boca e lhe espetar o garfo na língua de modo a que não pudesse mentir mais...
Bem, mas passadas quase as duas horas seguídas ao almoço em que não é benéfico trabalhar afincadamente, está quase na hora de pensar no lanche ou até mesmo apressar a saída e com isso despachar serviço para alguém. Estive a ver alguns processos e vários deles vão dar-me trabalho... se não conseguir entrega-los a alguém.